quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Ouça



‘Um vendedor ambulante, o camelô Vicente, após confusão nos bastidores de uma boate, troca sua mala de muamba por uma outra contendo dinheiro falso. Ignorando o fato, não aproveita a "erva" que é descoberta pela dona da pensão onde mora e acaba utilizando dos mais aéticos expedientes para vender sua mercadoria. Mas, assim mesmo encontra dificuldade para pagar os aluguéis atrasados.’

Essa é a resenha de ‘O camelô da rua larga’, filme em que Maysa canta ‘Ouça’ – a música em que na minissérie ela anuncia sua decisão de separar-se de André Matarazzo.
Não vimos o filme, mas estamos acompanhando (embora não tenhamos visto – ainda – o 3º capítulo* – breve no Youtube) a minissérie dirigida pelo filho da rainha da fossa. Maysa foi a fossa em pessoa. Bêbada, sofrida, muito bem e tantas vezes mal amada, péssima mãe, duvidosa filha, intensa, impulsiva, inconstante, fugaz...

Maysa, hoje na TV, pode faltar um pouco, pode equilibrar por demais técnica e emoção, pode... dane-se o que estão dizendo as críticas... mas tem os diálogos do Manoel Carlos, uma puta fotografia, a trilha da rainha da fossa, e a direção do filho que ela não 'pôde' cuidar.

* Correndo o total risco de parecer repetitivas, Bia e Sophia falam de mais uma minissérie da Globo. Mais uma prova de estarem em casa, entocadas, vendo TV, desde Capitu? E daí? De vez em quando é bom. Toca, colo de filho... também amamos muito tudo isso.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Foda-se, vamos tentar



Se você está cruzando a linha de chegada a 2009 como nós – exaustas, como quem correu 42km e precisa de sombra, água fresca, massagem e descanso – má notícia. É só mais um ano que está terminando. E ano que vem você vai continuar correndo.

A boa notícia (sim, há um vagalume no fim do túnel): é só mais um ano que está terminando.

Um ano em que você riu, chorou, foi triste, foi feliz.
Um ano em que você sofreu ou fez sofrer. Magoou ou foi magoado.
Acreditou. Desacreditou.
Apostou. Ganhou, perdeu.
Viveu. Vai lembrar. Vai esquecer.

2008 tá indo embora, devagarinho, arrastado, depois de meses que voaram como... sei lá, complete você.

Mas tá-se indo.

E que vá com Deus.

E que 2009 venha com um único pedido:

- CALMA!

Calma, moças (e moços)! Parafraseando a Marta Medeiros semana passada, que belamente parafraseou Drummond, calma é o mínimo que se pode desejar a alguém nos tais ‘dias de hoje’. Dias em que não se tem tempo... de se conhecer, de falar, de explicar, de ouvir, de esperar... ou até de descartar. Dias em que se cala porque é mais fácil e rápido que mentir. Dias em que se mente porque é mais fácil do que... viver.

Enfim, não deu pra fazer tudo em 2008. Não deu, pronto. Não deu pra levar as crianças em todos os médicos, não deu pra pagar todas as contas – de todos os médicos que você conseguiu levar. Não deu, foda-se. Não deu pra fazer todos os exames de todos os médicos que você conseguiu levar... Bem, fodam-se os remédios que você conseguiu comprar – eles não usaram mesmo.

Não deu pra estudar com as criaturas, e mesmo se você não trabalhasse, eles não dariam a mínima mesmo, como não deram (tanto que repetiram, ou re-repetiram).

Não deu pra cuidar de você. Não deu mesmo. No máximo o ginecologista (esse é sagrado, anualmente) ou o angiologista. O dermatologista, o alergista, o acupunturista... esses vão ficar pro ano que vem, se... bem, vai dar certo. Tem que no mínimo pensar assim. E tentar.

Tente outra vez é o nosso mantra pra 2009. Foda-se se não deu certo. Foda-se se você se enganou. Tente outra vez dessa vez um pouco diferente que seja.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Aos 15 anos, tudo é infinito



Chega de reclamar. Bora falar de uma das melhores notícias desse fim de anozinho filho de uma... ok, sem reclamar, podia ser pior (vale a pena ler de novo).

Machadão rock'n roll. Luis Fernando Carvalho mais uma vez do caralho. Cenário show. Horizontalidade louca. Trilha phodástica.

E os olhos de ressaca... ah, ainda não sei o nome da atriz (descobri) que interpreta a Capitolina que daqui a pouco vai crescer na pele e nos olhos da linda Maria Fernanda Cândido. Informar-me-ei.

Mas a Capitu de hoje (2º capítulo. breve no youtube) despede-se, aos 15 anos, de seu amor (?amor? deixemos o debate pro final da missérie).

EXTERNA / NOITE : Capitu e Bentinho, deitados na grama de mãos dadas, olham as estrelas
(não lembro se foi exatamente assim, mas não importa)

LOC. OFF: ... aos 15 anos, tudo é infinito.

Capitulei, pronto. Não faz muito tempo, eu, você e quase todo mundo (tem gente que começou mais tarde, mas vá lá) que freqüeta essa url viveu um grande amor aos 15. Talvez o primeiro de alguns que passaram e, muito provavelmente, ainda vão passar. E parecia mesmo infinito, lembra?

Sem saudosismo barato, falo como quem observa, aqui do quarto ao lado, uma menina-mulher de quase 15. Bem diferente daquela que a mãe foi há muitos bons anos, por diferenças óbvias de personalidade. Mas igualmente intensa, cigana, sedenta, afoita...

O que busca essa menina? O que quer essa mulher?

O que o destino ou o autor da história há de reservar a Capitu ou ao Bentinho... quem leu sabe, mas não é o final que vem ao caso. A maneira de contar ou reinventar a história é o que me faz esperar pelos próximos capítulos.