sexta-feira, 26 de setembro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
Separação.
Um dia você o conhece. Curte. Conhece melhor, começa a gostar. Devagarinho ele vai entrando na sua vida e, quando você vê, ele já tá lá. Sempre presente, companheiro das melhores e das piores horas. Junto com seus amigos, nos momentos de solidão. Na alegria ou na tristeza.
Até que um dia a relação não é mais a mesma. Você já não quer a companhia dele apenas pelo prazer. Tem vez até que nem prazer ele dá. Mas alguma coisa te prende. Ao seu lado você é mais tranqüila, se sente segura. É difícil simplesmente largar.
E é só quando percebe o quanto ele te domina, te sufoca, te faz mal, que você decide que não dá mais pra viver assim.
Na saúde? Ou na doença?
Você precisa ser livre, recuperar o controle da sua vida. Precisa viver. Respirar.
...
Que eu me separei não é a menor novidade pra quem já acompanha a gente há algum tempo ou pra quem chegou agora. Tá logo ali, no ‘quem somos’.
Acabei de me separar do cigarro. Há 20 dias. 480 horas. 28.800 minutos. 1.728.000 segundos. 345.600 respirações.
E essa abstinência uma hora vai passar.
Bia.
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Bia e Sophia
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sábado, 20 de setembro de 2008
Tudo novo de verdade. Ou quase tudo.
É. Quase 9 meses se passaram desde aquele ‘Tudo novo de novo’. Gestação necessária pra que muitas daquelas resoluções – não todas ainda – se transformassem de verdade em ações.
Tá certo que muitas delas tiveram que ser tomadas na marra. A gente resolve, diz que vai mudar, que vai fazer, acontecer. E fica no diz que. No quero, mas não consigo. Quero, mas não dá agora. Quero, mas... Mas um dia cai a ficha.
Caiu.
Não, a gente não entrou pra igreja evangélica [aguardem, assunto pra breve], nem tampouco encaretou ou resolveu fazer do nosso ex-pretinho básico uma mureta* de lamentações.
Vai ver foi só o tempo que passou e trouxe com ele novos personagens. Vai ver a gente cresceu mais um pouquinho – e envelheceu, ganhou novos cabelos brancos, algumas ruguinhas. Vai ver a gente tá conseguindo – ou tendo que – equilibrar a tal tríade mulher-mãe-profissional. Vai ver a gente só quer mais saúde.
E olha que tem hora que parece que o teto vai desabar sobre a cabeça da gente. Soninha que o diga. É ex-marido que não dá as caras – ou quando aparece é uma conta cara demais. É a coluna que reclama, a tireóide que fica preguiçosa (segunda idade, né Claudinha?), as varizes que se rebelam. Aff. E os filhos.
Ah, os filhos. E é melhor nem falar agora em trabalho.
Melhor escrever. Vai ver é o melhor que a gente tem a fazer.
* N.B.: Mureta bacaninha e da hora – desde que o penúltimo Rio Show bagunçou o coreto do singular bairro das Laranjeiras – fica na Praça São Salvador. Democraticamente abriga bolsas e as bundas retardatárias que não encontraram cadeiras junto às mesas de bar, agora suas vizinhas, e são testemunhas de bons papos, papos bestas, risadas à toa ou beijos que prometem que a noite vai ser longa.
Cerveja de garrafa da Adega da Praça, com nosso inigualável garçom Antônio [sim, nós somos fiéis e guardamos os nomes dos nossos preferidos], pastel da Casa Brasil [recém-comprada pelo Belmonte], churrasquinho ali da esquina mesmo, na praça que é do povo que tem samba no sábado, chorinho no domingo, apresentação do grupo É do Pandeiro vira e mexe, e um carnaval inocente e despretensioso, onde as crianças correm soltas entre a mureta e o simpático parquinho, que fica logo após o chafariz.
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Bia e Sophia
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