domingo, 28 de dezembro de 2008

Foda-se, vamos tentar



Se você está cruzando a linha de chegada a 2009 como nós – exaustas, como quem correu 42km e precisa de sombra, água fresca, massagem e descanso – má notícia. É só mais um ano que está terminando. E ano que vem você vai continuar correndo.

A boa notícia (sim, há um vagalume no fim do túnel): é só mais um ano que está terminando.

Um ano em que você riu, chorou, foi triste, foi feliz.
Um ano em que você sofreu ou fez sofrer. Magoou ou foi magoado.
Acreditou. Desacreditou.
Apostou. Ganhou, perdeu.
Viveu. Vai lembrar. Vai esquecer.

2008 tá indo embora, devagarinho, arrastado, depois de meses que voaram como... sei lá, complete você.

Mas tá-se indo.

E que vá com Deus.

E que 2009 venha com um único pedido:

- CALMA!

Calma, moças (e moços)! Parafraseando a Marta Medeiros semana passada, que belamente parafraseou Drummond, calma é o mínimo que se pode desejar a alguém nos tais ‘dias de hoje’. Dias em que não se tem tempo... de se conhecer, de falar, de explicar, de ouvir, de esperar... ou até de descartar. Dias em que se cala porque é mais fácil e rápido que mentir. Dias em que se mente porque é mais fácil do que... viver.

Enfim, não deu pra fazer tudo em 2008. Não deu, pronto. Não deu pra levar as crianças em todos os médicos, não deu pra pagar todas as contas – de todos os médicos que você conseguiu levar. Não deu, foda-se. Não deu pra fazer todos os exames de todos os médicos que você conseguiu levar... Bem, fodam-se os remédios que você conseguiu comprar – eles não usaram mesmo.

Não deu pra estudar com as criaturas, e mesmo se você não trabalhasse, eles não dariam a mínima mesmo, como não deram (tanto que repetiram, ou re-repetiram).

Não deu pra cuidar de você. Não deu mesmo. No máximo o ginecologista (esse é sagrado, anualmente) ou o angiologista. O dermatologista, o alergista, o acupunturista... esses vão ficar pro ano que vem, se... bem, vai dar certo. Tem que no mínimo pensar assim. E tentar.

Tente outra vez é o nosso mantra pra 2009. Foda-se se não deu certo. Foda-se se você se enganou. Tente outra vez dessa vez um pouco diferente que seja.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Aos 15 anos, tudo é infinito



Chega de reclamar. Bora falar de uma das melhores notícias desse fim de anozinho filho de uma... ok, sem reclamar, podia ser pior (vale a pena ler de novo).

Machadão rock'n roll. Luis Fernando Carvalho mais uma vez do caralho. Cenário show. Horizontalidade louca. Trilha phodástica.

E os olhos de ressaca... ah, ainda não sei o nome da atriz (descobri) que interpreta a Capitolina que daqui a pouco vai crescer na pele e nos olhos da linda Maria Fernanda Cândido. Informar-me-ei.

Mas a Capitu de hoje (2º capítulo. breve no youtube) despede-se, aos 15 anos, de seu amor (?amor? deixemos o debate pro final da missérie).

EXTERNA / NOITE : Capitu e Bentinho, deitados na grama de mãos dadas, olham as estrelas
(não lembro se foi exatamente assim, mas não importa)

LOC. OFF: ... aos 15 anos, tudo é infinito.

Capitulei, pronto. Não faz muito tempo, eu, você e quase todo mundo (tem gente que começou mais tarde, mas vá lá) que freqüeta essa url viveu um grande amor aos 15. Talvez o primeiro de alguns que passaram e, muito provavelmente, ainda vão passar. E parecia mesmo infinito, lembra?

Sem saudosismo barato, falo como quem observa, aqui do quarto ao lado, uma menina-mulher de quase 15. Bem diferente daquela que a mãe foi há muitos bons anos, por diferenças óbvias de personalidade. Mas igualmente intensa, cigana, sedenta, afoita...

O que busca essa menina? O que quer essa mulher?

O que o destino ou o autor da história há de reservar a Capitu ou ao Bentinho... quem leu sabe, mas não é o final que vem ao caso. A maneira de contar ou reinventar a história é o que me faz esperar pelos próximos capítulos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Relações 2.0. As divergências humanas na era da convergência

D.R. por e-mail, bate-boca por msn, ponto final via sms. Sinal (ocupado) dos tempos?

Tá tudo muito bem, delicious, cada um no seu myspace com algumas hashtags em comum. Até a hora em que a conexão cai.

Enquanto você tá on, ele reconecta e até pensa em fazer um download.

Dois anexos? Pesado demais. Hora de sign out.

Compreensível, seu desktop não combina muito com o dele. Suas comunidades não são as mesmas. É mais hardware do que o HD dele pode rodar.

E como roda o mundo, e o mundo é um grande orkut ou rede social do gênero, alguém entre os seus seis graus de relacionamento um dia reconhece aquele profile em outra url.

Natural que o sistema trave. A vontade é de mandar a figura praquelelugar.com.br (url não encontrada. vamos registrar o domínio!). Ou então você vai dar pau.

E dá – até porque a única coisa que você tem certeza é de não foi nem é um fake de si mesmo. Que você desbloqueou seu firewall e desabilitou todos os seus followers. E olha que nem o antivírus você rodou (!irresponsável!).

Mas passou. Foi um e-mail que passou em sua vida.

Dá um boot, aproveita pra fazer um defrag e reinicia. Faz um upload e atualiza que seu HD agüenta. Ah, guenta!


#prontofalei. E apesar de estarmos amargas que nem jiló, não, nós não perdemos a fé nas relações humanas, ou entre os bichos-gente. Acreditamos na comunicação face a face e, comunicólogas digitais que somos, temos convicção de que nada, nadinha substitui o diálogo.

N.B. Para continuar a reflexão sobre o assunto, vale a leitura. 'O calor de um processador com o cooler quebrado não substitui o calor humano.'