quarta-feira, 9 de maio de 2007

À amiga Stella, com amor...

Domingo de sol, Bia, Sophia e a amiga Laís se encontram pra um papo no melhor estilo solteiro-no-Rio-de-Janeiro: regado a praia, cerveja e... futebol.

Lembram da última dica? Pois é, a gente tinha que fazer juz ao post e encarar a decisão. (Mengoooo!!! E que nos desculpem os antiflamenguistas.) Optamos pelo Mud Bug, onde, além de ser mais perto da praia, a gente sempre encontra a Stellinha.

Fiel companheira de Bia e Sophia nos momentos mais divertidos e naqueles nem tanto, chamar a Stella é sinal verde pra reunir os amigos e falar sem compromisso da vida: dos fatos engraçados e de outros, nem tanto. Como a culpa, por exemplo, de estarem leves, livres e soltas sem os filhos a tiracolo pra gritar a toda hora: – Manhêêê!

Claro que é sempre maravilhoso estar em companhia dos filhos – afinal, pra quem trabalha tanto, esses momentos são sempre um prazer. Mas por que não aproveitar sem culpa esses raros momentos também, em que eles, os pais, decidem compartilhar da alegria de estar com as crianças? (Aliás, só da alegria mesmo, porque as cobranças em relação a estudos, as chateações com médicos e afins, essas ficam quase sempre a cargo das mães – pelo menos é o caso da Bia, da Sophia e da Laís também).

E surpreendentemente foi a Laís quem comentou que precisou de algum tempo – e de algumas dicas destas blogueiras que vos falam, quem diria? – para perceber que é possível, sim, ser solteira sem culpa, sem deixar nada a desejar nas inúmeras coisas que tem para fazer, incluindo a educação dos filhos. Ela, que saiu da casa de pais extremamente rígidos para a casa do agora ex-marido (mais precisamente há 6 meses) e sempre alimentou um bocado de culpas, agora experimentando a vida take it easy. Curtindo toda a liberdade e a maturidade dos 30. (E se alguém aqui achou que a gente tá querendo ser garotinha, está redondamente enganado: “Como é bom ter 30!”, já disse nossa amiga Cláudia outro dia.)

Um brinde a Balzac!


N.B.: E que tal brindar à solteirice, ao rolo, ao case, ao casório, ao “sei lá entende?” de um jeito assim totalmente Take it Easy? E, o melhor, totalmente free?

Se liga na promoção. Envie um e-mail pra biaesophia@gmail.com respondendo: “O que é levar uma vida take it easy?”. As 5 melhores respostas concorrem a 1 ingresso com direito a 1 acompanhante pra festa Take it Easy do dia 20 de maio.


Bia e Sophia já foram e indicam:

A Take It Easy rola todo domingo, no recém-reformado e supercharmoso Clandestino Bar, anexo ao hostel Stone Of a Beach, em Copacabana. Além de bebidinhas sensacionais e um festival de cervejas de tudo que é canto do mundo – inclusive a nossa amiga belga Stella Artois, ou Stellinha pros íntimos – o pub tem até 2 narguilês liberados pra degustação. E o lounge começa cedinho, às 19h, com um sonzinho tranqüilo (lounge :: chill out :: nü soul :: dub :: trip hop :: brazilian beats), comandado pelos DJs Fábio Maia, Joca San e convidados. Ótima dica pra fechar o fim de semana.


Clandestino Bar
R. Barata Ribeiro, 111 – Copacabana
Tel.: 3209-0348
R$ 7
R$ 5 (lista amiga ou c/ flyer)

sexta-feira, 4 de maio de 2007

A regra é clara

Qual é a hora de se envolver ou de tirar o time de campo? Uma regra silenciosa que, segundo nossos consultores de plantão, você vai sentindo... Ah, não quer namorar? Sai com menos freqüência. Seu lance é diversão? Curte o momento.

E foi em um desses papos regados a alguns chopes que as duas amigas, tentando entender essas relações modernas, chegaram a uma conclusão.

- Ih Sophia, pára... Você tá muito ansiosa. Deixa rolar.
- Bia, tô confusa. Esse mundo é da geração Ctrl+ Alt +Del.
- É tudo muito diferente, né?
- Ia ser mais fácil de entender se as regras fossem claras.
- Como no futebol! Imagina...

Dia de decisão. Os dois times entram em campo com vontade de vencer. Treinaram duro, ensaiaram todos os lances. Mas na hora do jogo, não tem bola dentro se as regras não estiverem muito claras... Até mesmo porque esse jogo não tem juiz, nem tempo determinado pra durar.

E vamos às regras:

Jogadores

Cada time teoricamente é composto de um jogador. Teoricamente, um homem e uma mulher, que podem jogar no ataque, na defesa ou no gol.
Substituições até podem ser feitas durante o jogo – que normalmente termina antes do tempo quando o outro jogador percebe o lance. Em amistosos, no entanto, podem ser permitidas um sem-número de substituições. E o jogador substituído pode até voltar a campo em uma mesma partida.

Falta

Uma falta se dá quando um jogador comete uma das penalidades abaixo:

- Não liga no dia seguinte (ele).
- Liga no dia seguinte (ela).

- Diz que está apaixonada antes da hora (ela).
- Não diz porra nenhuma (ele).

- Troca o nome do jogador (ele/ela).

- Manda torpedo dizendo que tá com saudade (ela).
- Responde: “Vamos sair semana que vem?” (ele)

- Manda torpedo dizendo que a noite foi ótima (ela).
- Responde: “Tá com sono?” (ele).

- Manda torpedo demais (ela).
- Simplesmente não responde torpedos. (ele)

- Começa a torcer descaradamente pra um outro time (ele/ela).

Existem muitas e muitas outras ações consideradas como falta [aliás, se você tiver alguma contribuição, fique à vontade para postar], que pode ser cobrada por tiro livre direto (o jogador pode chutar a bola diretamente para o gol) ou tiro livre indireto (ele tem que tocar pro outro jogador), dependendo da natureza da infração.

Faltas mais violentas, que de acordo com a regra sejam típicas de uma conduta anti-desportiva [como, por exemplo, chegar sempre atrasado(a), dar um bolo, falar o tempo todo do(a) ex etc. etc.] , devem ser punidas com um cartão amarelo, que pode vir na forma de um gelo, de uma olhada de lado, uma cara emburrada ou um direto e reto “vem cá, não gostei” – que costuma funcionar muito mais, por sinal.

Se o jogador receber dois cartões amarelos na mesma partida, pode ou não ser expulso de campo (fica a critério da paciência do outro jogador), recebendo o cartão vermelho.


Pênalti

Tipo de falta especial, ocorre quando o jogador comete a infração dentro de uma área de risco, ameaçando a vantagem do outro jogador.

O pênalti deve ser marcado e, melhor, cobrado quando um dos jogadores, por exemplo:

- apresenta a família (sogra é caso de expulsão) ainda no primeiro tempo do jogo.

- chama pra fazer compras no shopping (ela).
- chama pra assistir futebol com os amigos (ele).

- vira pro lado e dorme.


Escanteio ou córner

Como o nome diz, acontece quando um jogador corneia o outro.


Impedimentos

Impedimento nº 1: transar sem camisinha (imprudência).

Impedimento nº 2: a camisinha estourar (sexo selvagem).

Impedimento nº 3: confiar somente na pílula do dia seguinte (brincar com o perigo).

Outros impedimentos dependem meramente de regras previamente acordadas entre os dois jogadores, como, por exemplo, ser casado, bandido, desempregado ou drogado; ter ficha na polícia ou pensão a pagar; não usar desodorante ou tomar banho quando bem entender.

É para esses e outros casos, aliás, de contusão, despreparo ou expulsão, que se deve contar sempre com um banco de reservas.

O problema é quando o titular do time resolve não jogar mais a partida.


N.B: Esse domingo tem decisão do campeonato carioca: Flamengo X Botafogo. Os dois rivais entram em campo em situação igual, após o empate em 2 a 2 no primeiro jogo. Até a essa hora, já haviam sido vendidos 61 mil ingressos para a partida no Maracanã.

Se você acha que ver futebol com os amigos não é uma falta assim tão grave, uma dica é assistir ao jogo em alguns bares que prometem torcida animada e cerveja gelada pra molhar a garganta na hora do gol.

Bia e Sophia indicam:

Mud Bug
Rua Paula Freitas, 55 – Copacabana
No cardápio, uma grande variedade de cervejas nacionais e importadas: ao todo são 55 rótulos da bebida. Para beliscar: pizzas, sanduíches e até porções como a batata frita com queijo cheddar e bacon, especialidade da casa. Além da TV, a animação antes e depois do jogo fica por conta da simpática jukebox.

O Plebeu
Rua Capitão Salomão, 50 – Botafogo
Tradicional restaurante de Botafogo, famoso pela picanha à gaúcha, pela feijoada dos fins de semana e pela tradicional Bohemia estupidamente gelada, serve também deliciosos petiscos.

sábado, 28 de abril de 2007

Segundo ato

– Vem cá, mulheres de 30 não têm defeito, não?

Claro que temos – seria a resposta à pergunta espontânea de um de nossos leitores (sim! embora eles não comentem, muitos homens não apenas têm acompanhado nossas desventuras, como colaborado ativamente com referências, dicas – como a que você lê abaixo – e consultorias especiais).

Rugas de expressão, algumas manchinhas na pele, cabelos brancos (Sophia é uma privilegiada, ainda não conhece a desgraça que acomete Bia há alguns bons anos). Um corpo que não tem mais tanto vigor, tônus ou definição. E que muitas vezes ainda conta com aquela famosa cicatriz da cesárea. E quando têm filhos é que a coisa piora um pouco mais: quadris de parideira, vazinhos aparentes nas pernas e seios que já começam a compreender o que é a tal da lei da gravidade.

Uma certa impaciência, de quem já ultrapassou a fronteira dos 20, misturada com uma certa indecisão, de quem ainda não chegou aos 40. E a certeza de que os 40 virão em breve! (Essa talvez seja a pior das certezas e incertezas que acometem tantas impacientes e indecisas balzacas que insistem em viver a vida ainda se olhando muito no espelho e pensando em “o que os outros vão pensar”.)

Mas, enfim, estamos no 2º ato. E acreditamos piamente nisso principalmente depois que Raquel Welch, linda, aos 66 anos, declarou que as mulheres da sua geração não estão na terceira idade, e sim no 3º ato. Se não, vejamos. Apresentamos os principais personagens de nossas vidas (não todos, é claro, porque não é assim que se constrói uma história, seja ela drama, comédia ou tragédia). Representamos as situações que nos marcaram e moldaram muito do nosso jeito de ser e de lidar com pessoas, sentimentos, desafios... E, o melhor da história: muitas já viveram aquele grande momento – o plot do roteiro – que vem antes do primeiro intervalo, e que normalmente muda completamente o rumo dos protagonistas – quando começa o segundo ato.

E aí, desculpe, caro leitor (que, por sinal, hoje é um personagem de peso no roteiro de nossas vidas), mas... sabe aqueles tais defeitos? Na boa? Agora, no segundo ato, eles já não têm tanta importância. O que interessa agora é acompanhar as múltiplas possibilidades de caminhos que nossas heroínas podem seguir. Quantas histórias podem ser vividas antes do desfecho final – que, aliás, só vem depois do terceiro ato!

Pode estar ficando até repetitivo. Mas, viver o momento é por aí.



E agora a dica de um outro colaborador a quem a gente já devia algum crédito, e que confessou que anda com medo de virar personagem deste blog (já é, baby):

Neste sábado, 28/04, na Galeria Toulouse (Shopping da Gávea), acontece uma leitura dramatizada da peça “As loucuras que as mulheres fazem”, de Luciana Guerra Malta. A partir das 19h, entrada franca.

As loucuras que as mulheres fazem
Débora Lamm (Celebridade, Avassaladoras) e Roberto Lobo (F. Privilegiados), fazem leitura dramatizada da peça de Luciana Guerra Malta. O texto fala sobre a crise no relacionamento de Fábio e Luiza, casal que beira os 30. Enquanto ele passa o tempo livre fumando maconha e jogando Playstation, ela mergulha nos livros e em relações extraconjugais. Até que um dia, chega em casa e diz que vai deixá-lo. A partir de então, discute-se o papel do homem na sociedade atual e a difusa sexualidade que se delineia no século XXI.

A direção é da própria autora e a entrada é franca.
A Galeria Toulouse fica no Shopping da Gávea
Rua Marquês de São Vicente, 52 – lj 350, 3° piso
Tel.: 2274-4044 / 2274-5790