sábado, 25 de abril de 2009

Recaída



Não tem muito jeito, não. Mais dia, menos dia, você acaba tendo uma.

Dizem que ex é que nem Mc Donald’s: você sabe que faz mal, mas um dia acaba comendo.

Dependência?

Carência?

Querência?

Um não sei se quero misturado com um querer que não se sabe muito bem quão é querido... ou quanto vale a pena.

O quereres e o estares sempre a fim

Mas um dia você acorda ao seu lado – ou ele acorda junto a você. A lembrança do que passou (passou?) apaga eventuais tropeços, desencontros... Você tem saudade, é fato. Foi bom. Vale pensar numa volta? Num recomeço?

No início você pode pensar que é só uma abstinência.

‘Eu posso viver sem ele.’ ‘Posso dormir sem ele.’ ‘Ser feliz sem ele.’

Claro que pode. Resta saber qual o caminho (solução? alternativa? escolha? ...) mais fácil. Mais confortável. Menos doloroso. Menos ansioso.

Às vezes é preciso voltar, sim. E pagar pra ver.



N.B.: Esse texto foi escrito quando Bia voltou a fumar, depois de 35 dias de Separação do cigarro. Não deu, ela não segurou a ansiedade, teve uma recaída e voltou. Mas sabe que tem que dar um basta e vai tentar de novo. Enquanto não consegue, vai assistir ‘Fumando, espero’, que estreiou nesse fim de semana.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Está nascendo um novo homem?



Dia desses, o @marcelo_almeida me surpreendeu com um poema em ode à lua que enchia redondamente amarela e linda o céu de sexta à noite. Dias depois, o mesmo poeta que se identifica como pai da Carol indicou esse comercial da Sprite (não é post pago, quem dera) como um dos melhores que ele já viu: “Identificação completa... várias dessas nos últimos 7 anos”. Não conheço o Marcelo pessoalmente, mas pela bio descobri que, além de poeta, ele é judoca.



Dias antes, ainda, outra twittada (é, viciamos mesmo no passarinho) me chamou a atenção: “O Homem Novo, meu amigo”. Também não conhecia o @IvanHM, nem sabia que ele é Diretor-Executivo de Época, mas o enunciado de um homem sobre um novo homem... e ainda por cima amigo dele? Esse eu tinha que conhecer.

Um pouco decepcionada com o final da história (penúltimo parágrafo), fiquei mais aliviada ao receber do Ivan a resposta de que o homem novo existe por aí, aos pedaços, parcialmente em construção, ainda.

Fico feliz em poder compartilhar alguns desses pedaços. Poderia até citar outros homens que já experimentam essa reconstrução do masculino e a conquista necessária do tal “teritório doméstico” da mulher. Quem sabe eles até se identificam por aqui?

Nascida sob o signo da “emancipação” feminina, contemporânea da pílula anticoncepcional, sempre tive a mais pura convicção de que o homem precisava queimar a gravata em praça pública. Primeiro porque não admito mesmo a ideia de trabalhar de terno e gravata num calor de 40º – viva a rasteirinha que nós, mulheres, conquistamos o direito de usar. E segundo e principalmente porque convivo com uma espécie que infelizmente ainda não está em extinção. Está em nossas casas, empresas, e se bobear ainda se desenvolvendo nas universidades, escolas nas ruas.

Mães de meninos (eu de um quase-pré-adolescente de 9 anos, e Sophia de uma dupla de 7 e 5), temos uma absurda responsabilidade (até porque, com muitas de nós, a responsabilidade fica mesmo por nossa conta e risco) na criação dos novos homens que gostaríamos de ver crescer. O que talvez passe por uma revisão maior de nossos próprios conceitos sobre diferenças e igualdades. Talvez esse novo homem nem precise saber o que são gérberas. Mas cuidar do filho e no final da balada agarrar a própria mulher, ah, isso é urgente, sim.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Nesta data querida.




7 de Abril é o 97º dia do ano no calendário gregoriano (98º em anos bissextos). Não somos especialistas em cálculos, mas as horas dedicadas ao dever de casa dos filhotes evidenciam que ainda faltam 268 dias para acabar o ano. E que ano...

E esse dia tem lá a sua importância. As conjunturas astrais fizeram esta dupla emplacar. Foi neste dia, em específico no ano de 1831, que o imperador Pedro I do Brasil abdicou em favor de seu filho, Dom Pedro de Alcântara, então com 5 anos de idade, e nomeou José Bonifácio de Andrada e Silva seu tutor.

[Pausa]
Sempre [ou quase, rs ] abdicamos de nosso império pelos nossos filhos. E nada de tutores. Abraçamos a maravilhosa causa, pro que der e vier.

Coincidência ou não, em 1908, Carlos Lacerda, fundou a ABI – Associação Brasileira de Imprensa e, por isso, dia 07 de abril é considerado o Dia da Imprensa.

[Pausa]
Eita necessidade de comunicar. Tá bom somos publicitárias, mas e daí?! Colegas jornalistas juntem-se a nós.

1943. Primeira síntese do LSD, dietilamida de ácido lisérgico, por Albert Hofmann.

[Pausa]
O que é LSD? TP, Nicotina, e outras coisitas mais?! Desconhecemos... Lembram do post da Felicidade Artificial? Saímos dessa.

Alguns bons posts tiveram como mote inicial nossas frequentes guerras internas e externas, principalmente quando nos indignamos com problemas comuns a pães superpoderosas. Entre tapas, crises, discussões e jornadas de cinco turnos existe uma explicação história. Dia 07 de abril de 1939. Segunda Guerra Mundial: A Itália invade a Albânia.

Geeks como somos [e somos mesmo] não poderíamos deixar de ter vindo ao mundo virtual na data de nascimento simbólica da Internet. Exatamente neste dia, em 1969.

O bom disso tudo? Ainda tem muita estrada pela frente.


...


Duas mulheres de mais de 30, quase 40. Duas meninas de dois anos. Duas histórias que se cruzam. Dois seres com signo solar em ar, ascendente em terra e lua em água.

Diferentes, porém complementares. Loucas sadias, mas suficientemente competentes para travar a insanidade no momento certo. E depois voltar, e ir e voltar de novo.

Duas mulheres que decidem, de uma vez por todas, tornar o ato de escrever uma terapia.

Bia e Sophia.